Rio Negro - MS (Blog da Parceria: Fundação Portal do Pantanal - Painel do Coronel Paim)

terça-feira, 19 de maio de 2009

Lula propõe à China ampliação de troca comercial


Pequim, 19 mai (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva iniciou hoje a agenda oficial de sua segunda visita de Estado à China com uma proposta para que o gigante asiático e o Brasil ampliem sua já forte troca comercial em plena crise econômica global.

"Em um contexto de crise econômica, nossos Governos têm de interagir de forma construtiva na busca de uma nova arquitetura financeira internacional", assinalou hoje Lula na inauguração do Centro de Estudos Brasileiros, na Academia de Ciências Sociais da China.

Segundo o presidente, este centro servirá de "ponte" entre China e Brasil, duas economias que Lula qualificou de "dinâmicas e complementares".

"Vamos elaborar um plano de ação conjunta que lançará novas bases para ampliar a cooperação entre 2010 e 2014", anunciou o presidente.

A China se transformou em abril deste ano no principal parceiro comercial do Brasil, ao alcançar uma troca comercial de US$ 3,2 bilhões, superando pela primeira vez na história os Estados Unidos, que nesse mês contabilizou uma troca de US$ 2,8 bilhões.

Segundo dados oficiais brasileiros, o volume de comércio bilateral entre Brasil e China alcançou os US$ 36,44 bilhões em 2008, um aumento de 55,9% com relação ao ano anterior.

Apesar deste forte crescimento, o presidente assegurou que está "empenhado em ampliar e diversificar" essa troca e que assumiu "o desafio de explorar o imenso potencial de investimentos" que as duas economias oferecem.

Depois da inauguração do centro, Lula presidiu, junto com o vice-primeiro-ministro Zhang Dejiang, a cerimônia de encerramento do "Seminário Brasil-China: Novas Oportunidades para a Parceria Estratégica", que foi assistido por 220 empresários brasileiros que acompanham o presidente.

"Queremos aumentar nosso comércio bilateral, que continuou crescendo mesmo durante a crise econômica", assinalou Lula.

A troca comercial entre os dois países se baseia fundamentalmente na venda de soja, petróleo e ferro do Brasil à China, mas também existe a cooperação em tecnologia de satélites e, com esta visita, Lula espera a ampliação de setores como o biocombustível e a carne.

Diante desta capacidade, Lula ofereceu à China a possibilidade de investir em infraestruturas e no setor petroleiro através da Petrobras, que já coopera com as chinesas Sinopec e China National Petroleum Corp (CNPC).

Lula chegou ontem a Pequim procedente da Arábia Saudita em uma visita de três dias, e está previsto que esta tarde se reúna com o primeiro-ministro, Wen Jiabao, e o presidente, Hu Jintao, com quem assinará uma série de acordos.

domingo, 17 de maio de 2009

Lula discute com rei saudita impulso à cooperação bilateral

Riad, 17 mai (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva discutiu com o rei saudita, Abdullah bin Abdul Aziz, em Riad, como impulsionar a cooperação entre os dois países, informou hoje a agência oficial saudita "SPA".

Os dois líderes mantiveram uma reunião no sábado à noite no palácio presidencial, durante a primeira escala de uma viagem que levará Lula à Turquia e à China, a fim de ampliar as relações comerciais do Brasil com estes três Estados.

Na reunião, Abdelaziz concedeu a Lula uma medalha oferecida a altos dirigentes e líderes dos países vizinhos e amigos, afirmou a "SPA".

Lula, que viaja acompanhado por 50 empresários brasileiros, deve se reunir hoje com vários membros das Câmaras de Comércio e de Indústria sauditas, e pronunciar um discurso com o objetivo de incentivá-los a investir no Brasil e, especialmente, nas áreas de petróleo e gás.

Após sua chegada ontem a Riad, Lula se reuniu com o secretário-geral do Conselho de Cooperação do Golfo (CCG), Abdel Rahman al-Attiyah, com quem falou sobre como impulsionar o fluxo comercial entre Brasil e esta região do Golfo Pérsico, segundo a "SPA".

O CCG é formado, além de pela Arábia Saudita, pelo Kuwait, Barein, Emirados Árabes Unidos, Catar e Omã.

O fluxo comercial do Brasil com a Arábia Saudita chegou no ano passado a US$ 5,5 bilhões.